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Húmus de Beterraba - O Grão de Bico como Superalimento

Húmus de Beterraba
A receita de vos deixo hoje, para além de ficar super bonita numa mesa, é também muito apetitosa e versátil. 
Com o sol da Primavera a chegar, apetece-me logo fazer este tipo de receitas frescas, leves e ao mesmo tempo bastante ricas nutricionalmente. 
Cá em casa todos adoramos húmus, seja ele na sua receita original, apenas com grão de bico, seja nesta versão com beterraba.
Para quem não conhece, o húmus não é mais do que uma pasta de grão de bico e alguns temperos.

O grão de bico, um superalimento

O grão de bico é uma leguminosa com elevado teor proteico, o que não é muito comum noutros vegetais mas é considerada uma proteína incompleta, já que não estão presentes todos os aminoácidos. 
Os cereais, tais como o arroz ou o pão, são ricos nos aminoácidos que faltam ao grão de bico, sendo por isso bastante comum encontrarmos, na gastronomia, este alimentos conjugados. Desta forma ficamos com uma combinação perfeita como fonte de proteína vegetal.

É também um alimento interessante pelo tipo de gordura que apresenta, que embora seja em quantidade muito reduzida é bastante rica, pela presença de antioxidantes e vários minerais, tais como o cálcio, o ferro, o zinco e o magnésio. 
É também bastante rico em vitaminas do complexo B, sendo especialmente rico em ácido fólico, tão necessário durante a gravidez. 
Embora seja isento de glúten é muito rico em fibra, sendo por isso óptimo para o bom funcionamento intestinal e usado na prevenção e tratamento da obstipação.
Porque o grão de bico é rico em amido é usado pelo organismo como fonte de energia.
Há diversos investigadores que, tendo em conta os inúmeros benefícios e as propriedades deste grão, o consideram um superalimento.

O benefício para o ambiente do seu cultivo

Em Portugal o grão de bico é uma leguminosa muito utilizada na gastronomia, em diversos pratos e consumida de diversas formas.
O cultivo do grão é importante para a protecção do ambiente, pois tal como outras leguminosas, possui a capacidade de absorver e produzir naturalmente o azoto, evitando-se assim a necessidade de utilização de fertilizantes azotados.

Utilizações do Húmus 

Nós adoramos comer este húmus com pão de centeio (receita aqui) que faço cá em casa. 
Pode ser também usado como molho para o esparguete de courgette (receita aqui), molho de saladas ou com palitos de cenoura ou courgette. 
É tão bom que o difícil é parar!

Receita

Ingredientes:
  • 250g de grão de bico cozido com um tira de alga Kombu
  • 1 Beterraba assada ou cozida
  • 1 Dente de alho
  • 1 colher sobremesa de Tahine (pasta de sésamo)
  • sumo de 1/2 Limão
  • 3 colheres sopa de Azeite
  • Sal integral
  • Pimenta

Preparação:
Para esta receita pode optar por cozer o grão de bico, que é o que costumo fazer, ou então usar grão de bico comprado.
Pode também comprar a beterraba já cozida. Eu gosto muito mais de as comprar frescas e assar no forno.
     
      1. Grão de bico cozido
Começar por demolhar o grão de bico entre 8 a 12h. Para o fazer coloque o grão de bico num recipiente e adicione água. Lembre-se que os grãos vão aumentar de volume, por isso ponha água suficiente para estarem sempre cobertos.
- Rejeitar a água da demolha (pode utilizar para regar as plantas lá de casa).
- Colocar o grão numa panela de pressão com água (1:4) e uma tira de alga Kombu e levar ao lume cerca de 20 minutos. A alga para além de mineralizar o grão vai fazer com que a digestão das leguminosas seja mais eficaz, diminuindo a flatulência. 
- Escorrer a água de cozedura (aquafaba), que pode ser utilizada para fazer outras receitas tais como mousse de chocolate (noutro artigo partilho a receita).


     2. Beterraba assada
- Descascar a beterraba e colocá-la num quadrado de papel de alumínio ou vegetal.
- Temperar com sal, pimenta, tomilho e azeite.
- Levar ao forno, a 180ºC, entre 30 a 40 minutos.

     3. Húmus de Beterraba
- Num processador ou liquidificador, juntar o grão de bico, o dente de alho, o azeite, o tahine, o sal e a pimenta e triturar.
- Quando já tiver tudo triturado, junte a beterraba partida aos pedaços e volte a triturar até ficar uma pasta uniforme.
- Pode decorar com sementes de sésamo, folhas de salsa e um fio de azeite.


Bom apetite!







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In Lifestyle

Parabéns Filha pelo teu 1º Aniversário - Relato do dia em que a família devia ter ficado completa mas não ficou...

1º aniversário Mafalda
Até me custa a acreditar que já passou 1 ano desde que a Mafalda nasceu. Como o tempo passa a voar! Este 1º aniversário fez-me recuar no tempo e reviver novamente o grande dia de há um ano. Grande mesmo... foi o dia mais angustiante e também o mais feliz de toda a minha vida.

Pensei muito se publicava este artigo ou não mas o facto de as últimas semanas terem sido fantásticas, aqui no blog e o facto de ter alcançado o 1º lugar da categoria Ambiente e Natureza, da plataforma Blogs Portugal, deu-me a coragem que me estava a faltar e resolvi partilhar este episódio tão nosso com todos os que seguem o blog e me dão tanta força para não parar, mesmo quando estou exausta. 
Não querendo ser exemplo para ninguém, nem querendo que ninguém passe pelo que eu passei, há sempre um lado bom e é a esse que nos devemos agarrar! Pelo menos eu tento! É um artigo demasiado longo mas quando é o coração a falar não há como resumir.

A gravidez

Tal como da primeira vez adorei estar grávida. Dizem que as gravidezes são todas diferentes e comigo também foram. 
Na 1ª tinha acabado de ficar sem emprego, depois de 3 anos a trabalhar intensamente mais de 10h por dia. Aproveitei para descansar e correu tudo lindamente.
Na 2ª estava a trabalhar e só por isso foi logo diferente. Aquele primeiro trimestre, com o sono a apertar, custou-me um bocado. 

Nesse trabalho fazia imensas viagens, as diárias de Braga para o Porto (e regresso), mas também tinha que ir para Lisboa e arredores ou até Bragança. Andava num ritmo super acelerado e no inicio do 2º trimestre fiquei cheia de contrações fortes e o médico disse-me que tinha que abrandar. Resisti... na altura estava em auditorias e eu era a responsável. Não podia não estar (achava eu). Continuei nessa loucura até que o meu corpo me impôs a paragem. Segundo o meu médico, o meu corpo estava a berrar "pára, mãe!".
Assim o fiz e imediatamente fiquei bem. Passei a conseguir dormir e descansar. 
Aproveitei imenso o tempo, que passei a ter, para estar com o meu filho e ver crescer a minha barriga de uma forma saudável e bonita!

Preparei tudo ao pormenor para a chegada da Mafalda, para ser recebida como uma verdadeira princesa muito desejada mas com o cuidado de pensar o que seria melhor para o Manel, para que não tivesse ciúmes. 
Digo-vos que cheguei até ao ponto de "obrigar" o meu irmão a adiar uma viagem de trabalho para a China, para ficar a apoiar o Manel na altura do nascimento da irmã!

O Enorme Dia da Angústia e da Felicidade

Como o parto, por questões de saúde, teve que ser cesariana, à partida, sabíamos quando ela ia nascer. 
Na véspera, tal com havíamos planeado, metemos TUDO no carro e rumamos para o Porto, onde íamos ficar nessa noite, uns dias depois de termos alta do hospital e onde ia ficar o Manel, com os avós, nas 3 noites que eu tinha que ficar internada. 

Durante esse dia, o Manel queixou-se que lhe doía o pescoço mas desvalorizamos. 
Na viagem, com o carro atulhado de coisas, ele diz que está mal disposto e lhe doí imenso a garganta. Por momentos acreditei que ele estava a sentir a minha ansiedade mas achei estranho ele queixar-se. Raramente o fazia. 
Tínhamos acabado de sair da autoestrada quando ele decreta: "Vou gumitar!" Olho para trás enquanto o meu marido tenta parar o carro e era verdade... já o tinha feito. Tudo estava coberto de vomitado. Ele, a cadeirinha, o kit para as células estaminais que ia debaixo do banco dele, as malas e sacos que estavam no banco... um cenário daqueles que dá vontade de fugir! 

Pensamos que podia ser pelo facto de ter iniciado as aulas de natação na véspera e pudesse ter engolido muita água da piscina.
Continuamos a viagem, com ele já sem roupa e ao meu colo. Ainda lhe saiu um "É proibido andar à frente e sem cinto, não é?", ao qual lhe respondi "Sim, mas estamos a chegar e é uma excepção!".
Nessa noite teve febre, o que não acontecia há mais de 1 ano. Escusado será dizer que não dormi nada, desta vez não por ter medo da operação mas porque estava preocupada com ele.

No dia seguinte tínhamos que estar às 08;30 no hospital. Levantei-me bem cedo e ele, com febre, não conseguia mexer bem o pescoço. Fui tomar um banho para ele não me ver a chorar. Estava em pânico! Não sabia o que fazer. Ela tinha que nascer e eu não podia mesmo entrar em trabalho de parto porque era perigoso para mim. Já tinha passado as 39 semanas de gestação. 
Só me apetecia acordar daquele pesadelo e não podia transparecer este terror para o Manel. 

Deixei-o, sem dizer onde ia e entrei no carro a chorar. 
Telefonei à pediatra que me disse que ia mais cedo para o ver. Tentou acalmar-me e dizer-me que, pelos sintomas que lhe descrevi, podia ser papeira. 
Por momentos achei que ia chegar ao hospital e dizer ao meu médico que a Mafalda não podia nascer.
Cheguei lá e estavam os enfermeiros à minha espera (escusado será dizer que cheguei super atrasada), todos bem dispostos! Eu só falava do meu problema. Começam logo, sem eu ter muito tempo para pensar, a preparar-me para ir para o bloco. 

Na minha mente eu ainda ia fugir dali e cuidar do meu pequenino, mas não, estava ali e ninguém me deixava ir embora.
O meu médico veio falar comigo e insistiu para não adiar, pelo bem da minha saúde. Cedi e lá fui eu. 
Entrei no bloco e mais uma vez tinha uma equipa fantástica e amorosa e tentar animar-me e a "ralhar-me" por não estar a viver aquele momento, por não estar a pensar na minha bebé que estava prestes a chegar. Era verdade... respirei fundo e confiei nas minhas estrelinhas que me guardam e comecei a pensar na Mafalda. Tudo ia correr bem!

Bem-vinda Mafalda

O parto correu muito bem e rapidamente ela estava cá fora. Tinha nascido a minha bebé!
Vi-a ainda nas mãos do médico e fiquei emocionada como nunca pensei ficar. Rapidamente o pai trouxe-a, já vestida e enrolada em mantas. Era linda e perfeita. Tinha os olhos bem abertos como se estivesse à nossa procura e ficamos ali os 3, colados, a conhecermo-nos. Foi lindo... jamais esquecerei!

Quando fomos para o quarto e ao contrário da outra vez, não tinhamos ninguém à nossa espera. Estavam todos com o Manel, que estava a sair do mesmo hospital onde nós estávamos, com papeira confirmada pela pediatra. Não podia ver-me, nem à irmã acabada de nascer, durante cerca de 1 semana, por causa do risco de contágio.
Estava super feliz com a chegada da Mafalda mas com o coração partido por o Manel não lhe poder pegar como ele tanto desejava, para lhe dar as boas vindas.

Depois de muito ponderar, optamos por não lhe contar que a irmã já tinha nascido, para ele não ter que lidar com essa frustração que lhe iria causar uma grande ansiedade. Dissemos-lhe que a mãe tinha ido trabalhar para fora uns dias...
Tudo o que eu tinha imaginado não ia acontecer. Ele não ia estar ali connosco. Só nos podia ver dali a muitos dias e eu não sabia com ia aguentar as saudades.

Os dias seguintes no hospital foram calmos, muito calmos mesmo. Tive várias horas sozinha com a Mafalda e aproveitei todos esses momentos da melhor maneira. Cheirei-a e beijei-a vezes sem conta. Dei-lhe todo o colo que ela precisava e fiquei longos momentos sentada com ela sobre o meu peito a contemplar o mar e o céu!
Todos no hospital conheciam a minha história e também por isso fui muito mimada!
Falava com o Manel ao telefone, enquanto a Mafalda dormia, tentando ser a mais forte possível.

O dia do regresso a casa

O dia da alta foi, sem dúvida, o que mais me custou. 
Ia sair daquele sonho estranho que estava a viver para voltar à dura realidade de regressar a casa dos meus pais, mas só eu e a Mafalda, porque o meu marido ia ter que ir com o Manel para Braga. Os 2 sozinhos, sem nada em casa, sem nós!

Chorei até chegar. Tinha um nó na garganta que não me deixava respirar. Porquê? Porque é que não podíamos finalmente ter a família completa? Porque é que o meu marido não podia estar a aproveitar aqueles momentos tão únicos? Sabia que o Manel estava cheio de saudades minhas. Sentia-me triste e revoltada mas depois olhava para a minha bebé, tão fofa e perfeita, e tudo passava. Sabia que ela não merecia ter a mãe triste mas às vezes não conseguia mesmo evitar (malditas hormonas!)

Ele, guerreiro como é, ficou bom rápido e ao fim de 2 dias em Braga, já sem febre, teve autorização da médica para vir ter connosco. Era sábado de manhã e liguei-lhes bem cedo a dizer que a "mana tinha nascido", que já podiam vir. Eles voaram para junto de nós... nem roupa para trocarem trouxeram!
Tocaram à campainha e eu fui ao encontro deles. O Manel entrou a correr, nervoso, olhou imediatamente para a minha barriga e exclamou "Nasceu mesmo, onde é que ela está?", entramos e foi a emoção total! O Manel recebeu os presentes que a mana trouxe, pegou-lhe ao colo, eu dei-lhe milhões de beijinhos e abraços e ficamos os 4, finalmente juntos... em família!
Nessa noite, fui adormecer o Manel e abrimos os nossos corações e falamos das saudades que tínhamos tido. Choramos... mas desta vez de alegria... muita alegria mesmo!
Parabéns minha linda filha! Já tens um ano. Preenches a nossa vida com o teu sorriso e bom humor! Amo-te muito ;)

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Acabar com a azia da gravidez com frutos secos - Receita de manteigas vegetais

Manteiga de frutos secos
Dizem que com a maturidade aprendemos a apreciar alimentos que não gostávamos nem por nada. Pois bem, comigo isso também se passou. Quando era mais nova não gostava nada de frutos secos. Com o passar do tempo comecei a tentar comer alguns e aos poucos fui começando a gostar.

Excelente para combater a azia na gravidez

Acho que o ponto de viragem foi quando estava grávida do meu filho mais velho e por causa da minha barriga de tamanho XXL, tinha uma azia terrível.
Como detesto tomar medicamentos, muito menos grávida, procurei um remédio caseiro que me resolvesse o problema e a solução passou por comer amêndoas com pele. Fiquei reticente, mas lá trouxe para casa uma caixa cheia delas, directamente trazidas de Trás-os-Montes e o "milagre" aconteceu ;)

Certo é que funcionou comigo e passou a fazer parte da rotina, quase diária, antes de ir dormir ter que partir 3 ou 4 amêndoas e mastiga-las bem. Ao fim de poucos minutos a azia desaparece completamente.
Como o hábito comecei a gostar do seu paladar e hoje como, tanto amêndoas como qualquer outro fruto seco (excepto pistácios), sem qualquer problema e até com satisfação.

Óptimo snack para meio da manhã

Desde que regressei ao trabalho, após período de licença da minha filha mais nova (durante a gravidez as amêndoas voltaram a salvar-me!), que é muito usual levar como snack para meio da manhã, frutos secos, uma tâmara e uma peça de fruta!

Desde esta enorme evolução até começar a fazer manteigas / pastas vegetais de frutos secos foi um pequeno passo.
A primeira vez que fiz, foi manteiga de amendoim, para rechear os bombons deliciosos que costumo fazer para o Natal ou Páscoa.
Desde aí que faço regularmente e tentei fazer com outras oleaginosas. Adoro todas, se bem que as minhas predilectas são a manteiga de cajú e a de amendoim.

Algumas maneiras de consumir as manteigas de frutos secos

Estas manteigas ou pastas vegetais (como quiserem chamá-las) podem ser usadas de inúmeras formas:
  • Simples, às colheradas
  • Recheio de bombons
  • Juntar às papas do pequeno almoço
  • Barrar o pão
  • Incluir em molhos para saladas
  • Fazer a ligação dos ingredientes em barras ou energy balls
  • Usar em bolos e sobremesas
  • Misturar com iogurte natural, queijo quark ou fresco
  • ...

Benefícios das manteigas caseiras

Obviamente podem comprá-las já feitas mas muitas delas têm adicionados óleos (nomeadamente o de palma), açúcares, conservantes e outros. As elaboradas em casa, têm apenas 1 único ingrediente - o fruto seco escolhido!
Em comparação com as industriais, as caseiras são muito mais económicas, principalmente quando os frutos secos são comprados a granel e com a enorme vantagem de não consumirmos embalagens, estando assim a minimizar o impacto no ambiente.

Para as fazerem em casa apenas precisam de ter um processador de alimentos ou um liquidificador potente.

Propriedades das oleoginosas

Os frutos secos, no geral, são muito ricos em ácidos gordos essenciais, minerais (magnésio e fósforo), vitaminas (do complexo B e vitamina E) e também em proteínas. 
São também muito ricos em fibras e por isso são especialmente importantes no controlo de glicemia e regulação dos níveis de colesterol. 
No caso da amêndoa, a sua pele contém prebióticos naturais que alimentam as bactérias, naturais e benéficas do intestino.
No entanto têm um elevado teor de gordura, que embora seja considerada uma gordura saudável, deve ser sempre ingerida com moderação. 



Receita (o procedimento é exactamente para cada uma das variedades de frutos secos)
Ingredientes:

  • 1 chávena de frutos secos (usei amêndoas, nozes, cajus e amendoins)
  • 1 pitada de sal marinho (opcional)

Preparação:
- Pré aquecer o forno a 180ºC
- Forrar o tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal e colocar os frutos secos no forno, cerca de 10 minutos, para torrarem ligeiramente. Mexer de vez em quando e ter cuidado para não queimarem. 
- Deixar arrefecer e colocá-los num processador ou liquidificador. Triturar até ficar uma farinha e continuar a triturar até os óleos se libertarem e formar uma bola de pasta.
- Durante este processo ir empurrando, com um espátula, todo o conteúdo para o fundo do processador de forma a continuar a ser triturado.
- Vai-se repetindo o processo até estar formada uma pasta homogénea e brilhante.
- Pode juntar uma pitada de sal marinho. Vai intensificar o sabor e ficar ainda mais saboroso.
- Guardar em frascos de vidro, no frio. Se o frasco for devidamente esterilizado dura até 2 a 3 semanas.

Bom apetite!!







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4 Variações de Bombons de Chocolate para a Páscoa

Bombons de chocolate para a Páscoa
Há mais de 3 anos que faço estes bombons. Normalmente no Natal para oferecer à família, amigos, educadoras e todas aquelas pessoas que queremos agradecer por contribuírem com algo positivo para a nossa vida. 
No último Natal foi impossível fazê-los, não tive mesmo tempo, pelo que resolvi fazê-los agora para a Páscoa, já que também é uma festa com muitos chocolates e para oferecer a algumas pessoas que me têm cobrado por ainda não os ter feito! 

Prefiro que o meu filho coma destes bombons do que ovos de Páscoa cheios de ingredientes com nomes estranhos.
Estes são óptimos e normalmente fazem muito sucesso. São feitos em casa com os ingredientes que nós próprios seleccionamos. 
Podemos ainda dar asas à nossa imaginação e criar novos recheios, texturas e sabores. É muito simples!

A receita que vos deixo hoje é para 4 tipo de bombons diferentes. O exterior é igual o recheio é que varia:


O próximo artigo, a ser publicado em breve, é sobre as manteigas de frutos secos, com as respectivas receitas.


Receita (para cerca de 30 bombons)
Ingredientes:
  • 2 tabletes de chocolate com mais de 74% de cacau 
  • 1 colher sopa de Geleia de arroz (ou outro adoçante a gosto)
  • 1/2 chávena de cajus
  • 1/2 chávena de nozes
  • 1/2 chávena de amêndoas 
  • 1/2 chávena de amendoins

Preparação:
- Começar por fazer as manteigas de frutos secos e reservar. 
A receita de manteiga de amendoim está aqui e a de manteiga de caju aqui. Muito em breve deixo-vos a receita das outras, se bem que o processo é sempre o mesmo.
- Partir o chocolate em pedaços e colocá-los numa panela pequena com a geleia de arroz. Colocar no lume muito brando e mexer até derreter. Não deixar o chocolate ferver!
- Com a ajuda de uma colher de café espalhar o chocolate derretido nas formas de bombons, garantindo que o fundo e as paredes laterais estão bem revestidas de chocolate.
- Pôr no frigorífico até o chocolate solidificar (10 minutos aproximadamente).
- Retirar do frio e colocar uma pequena porção do tamanho de uma colher de café de manteiga de frutos secos em cada compartimento.
- Cobrir com chocolate até que cada forma de bombom fique completamente cheia. Garantir de o chocolate enche toda o compartimento e não ficam bolhas de ar.
- Colocar novamente no frigorífico e deixar esfriar cerca de 2 horas, até estar o bombom formado e poder ser desenformado com todo o cuidado.

4 Variações de Bombons de Chocolate para a Páscoa


NOTA: Eu uso formas de bombons em silicone. Podem comprá-las em lojas que vendem produtos para elaboração e decoração de bolos.
Como não são adicionados conservantes, os bombons devem ser guardados no frio e serem consumidos no prazo de 1 semana. 


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Sopa de Miso - Um Alimento Medicinal Japonês

Sopa de Miso
Esta é uma receita que já há muito tempo queria deixar aqui no blog. Cá em casa é comum fazermos e gostamos muito, para além do bem que nos faz!

O Miso - Um Alimento Medicinal

Com a "moda" dos restaurantes japoneses a sopa de Miso já é bastante mais conhecida no nosso país.
O Miso é considerado um alimento medicinal, vulgarmente utilizado no Oriente. Os japoneses dizem que este alimento é um presente dos Deuses para a Humanidade. 
É uma entrada quase obrigatória numa refeição japonesa porque é considerado um óptimo alimento para a saúde e longevidade.

O Miso é uma pasta produzida a partir dos feijões de soja e sal, fermentados com cevada ou arroz e um fungo japonês chamado Koji. Há também outras variedades usadas mas estas são as mais comuns.
Tem um sabor bastante salgado mas também ligeiramente adocicado.
É muito utilizado em sopas e em pratos de vegetais, molhos, pastas, pickles, tofu, peixe, marisco ou algas.
Deve ser dissolvido em água antes de se usar.
Cá em casa uso o Miso de cevada, que é o mais equilibrado no sabor, e o de arroz. Muitas das vezes até misturo os dois.

 As propriedades do Miso

O Miso é considerado um probiótico, tal como o iogurte ou o Kefir, pois é composto por bactérias e fermento vivo.
Contém enzimas que melhoram a digestão, fortalecem a qualidade do sangue e reforçam o sistema imunitário. 
Tem um elevado teor de proteínas, cálcio, aminoácidos essenciais, vitaminas do complexo B, nomeadamente a B12 que tantas vezes falta nas pessoas com um regime alimentar vegan.
Há estudos que dizem que ajuda a prevenir o cancro da mama, as doenças cardiovasculares e as doenças provocadas pela radiação.
Renova a flora intestinal, alcaliniza o sangue e ajuda a eliminar as substâncias tóxicas do corpo.  
Há relatos de quem consume este alimento diariamente, que diz ficar com uma pele e cabelo mais brilhantes e bonitos.
Dizem que as vitimas de Hiroshima e Chernobyl foram tratados com Miso, por causa das suas propriedades desintoxicantes.
É também considerado um estimulante da libido.

Pode ser ingerido diariamente e as crianças também o podem ingerir, se bem que em quantidades mais reduzidas pois é um alimento bastante salgado. É necessária precaução na ingestão para os que têm problemas de hipertensão arterial, pelo mesmo motivo.

O Miso, por ser um alimento vivo não deve ferver e deve ser sempre diluído num pouco de água, numa pequena taça, para não ficar com grumos. Após estar bem desfeito pode-se juntar ao prato.


Receita
Ingredientes:

  • 1 cenoura
  • 4 cogumelos marron grandes
  • 1 alho francês
  • 1 cebola pequena
  • 1 folha de alga wakamé
  • 1 colher sobremesa de miso (por dose)
  • 1 molho de coentros


 Preparação:
- Começar por hidratar a alga. Para isso corto-a com uma tesoura em pedaços e coloco-a numa taça de vidro com um pouco de água, durante 10 a 15 minutos.
- Enquanto isso cortar os legumes em tiras uniformes. Para o conseguir e não me ocupar muito tempo, uso a minha aliada mandolina da Borner (que já sabem que adoro!).
- Colocar os legumes numa panela e cobrir com água. Quando começar a ferver, baixar o lume e deixar cozinhar mais 10 a 15 minutos. Se tiver pouca água pode-se juntar um pouco mais.
- Nesta fase junta-se a alga cortada e a água onde esteve a hidratar, pois está cheia de minerais.
- Após os legumes estarem cozinhados, adiciona-se o Miso, previamente dissolvido num pouco da água do caldo e mal comece a levantar fervura, desliga-se o lume (o Miso não deve ferver).
- Servir em taças (estas lindas que aparecem na foto comprei recentemente na fantástica loja Maria Granel) e adicionar ervas frescas. Desta vez usei coentros mas poderia ser cebolinho, salsa, aipo, etc).

Há inúmeras variações a esta sopa, podendo ser usados outros ingredientes, outro tipo de corte dos legumes e até outro tipo de Miso. É só verificar qual é que gosta mais e abusar dela.

Bom apetite!!




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Panquecas de Alfarroba com Iogurte e Fruta

Panquecas de Alfarroba com Iogurte e Fruta
Como já sabem, por cá, temos um pequeno guloso que adora chocolate! 
Uma óptima alternativa que arranjei para o satisfazer é a alfarroba.

A alfarroba é uma vagem de uma árvore selvagem da costa do mediterrâneo.
Em Portugal, em particular na região do Algarve, até há pouco tempo era deixada caída no chão ou dada aos animais.
Hoje em dia, já lhe é atribuído valor comercial e já é vulgarmente utilizada na nossa alimentação mas também pelas industrias cosmética e farmacêutica.

Apresenta uma cor muito similar à do chocolate e um sabor adocicado, facilmente confundido com o verdadeiro chocolate mas com bastantes vantagens comparativamente a este, sendo que as principais são o facto de quase não ter gordura, não ter açúcar adicionado (apenas os naturalmente presentes), ser isenta de glúten ou outra proteína e não ter cafeína, como o cacau e o chocolate.

Uso a alfarroba, em forma de farinha, para adoçar o leite (animal ou vegetal), nas papas que faço para o pequeno almoço, nos bolos (lembram-se da fabulosa receita do bolo de alfarroba com pêra que partilhei há uns tempos e que foi um sucesso?), em bolachas e panquecas e até para fazer cobertura para bolos.

Benefícios da alfarroba para a saúde

A alfarroba tem poucas calorias e é uma óptima fonte de viatmina A (essencial para o crescimento dos ossos e dentes e utilizada pela a pele e saúde da visão), vitamina B1 (essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso), vitamina B2 (antioxidante), ferro, niacina (necessária para uma boa condição da pele), cálcio e magnésio.

É indicada para:
  • Controlo do colesterol
  • Baixar os triglicéridos
  • Controlar os vómitos e diarreias
  • Útil para combater a azia e a indigestão
  • Acção anti-refluxo
  • Combate aos radicais livres
  • Controlo de diabetes
  • Redução do índice glicémico 

A receita que vos deixo, tendo em conta os ingredientes utilizados, pode ser dada a bebés a partir dos 9 meses, desde que já tenham sido introduzidos todos os alimentos e se sintam confortáveis para o fazer.

Receita
Ingredientes:
  • 1 Banana madura
  • 1 colher sopa de Sementes de linhaça moídas
  • 8 colheres de sopa de Leite ou bebida vegetal a gosto (usamos leite de amêndoas caseiro)
  • 1 colher sopa Óleo de coco derretido
  • 5 colheres sopa de Farinha de trigo integral (podem usar outra farinha). 
  • 1 colher sopa de Farinha de alfarroba
  • 1 colher chá de Fermento em pó

Preparação:
- Comece por esmagar a banana com um garfo até ficar bem desfeita.
- Num recipiente misture bem as sementes de linhaça, o leite e o óleo de coco.
- Misture este preparado à banana esmagada, mexendo bem.
- Adicionar as farinhas e o fermento e misturar bem até ficar uma massa uniforme.
- Numa frigideira quente, previamente untada com óleo de coco, ir deitando a massa até ter o tamanho desejado para uma panqueca.
- Deixe cozinhar cerca de 1 a 2 minutos e vire a panqueca com cuidado. Espere mais 1 minuto.
- Repita este processo até ter terminado a massa toda.

No final pode optar por comê-las assim mesmo, ao natural, ou então acrescentar iogurte natural (deixo a receita do nosso iogurte feito em casa), fruta a gosto (adicionei kiwi e dióspiro-maçã) partida em cubos. Para enriquecer adicionei, no final, sementes de chia.

Digo-vos que foi um sucesso! Não sobrou nem um bocadinho ;)
Espero que também gostem.

Bom apetite!!


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In Lifestyle

Alternativa a um dos Maiores Poluidores Marinhos - Os Cotonetes

Alternativa a um dos maiores poluidores marinhos - Cotonetes de Bambu
Os cotonetes são um pequeno objecto que, praticamente todos nós, temos na casa de banho das nossa casas. Tanto os usamos para retirar o excesso de cera dos ouvidos, como para retocar maquilhagem, para limpar o umbigo dos nosso recém nascidos e até para fazermos trabalhos manuais com as crianças.

Os Cotonetes são um dos maiores focos de poluição marinha

Os cotonetes, a seguir às beatas de cigarro, são o resíduo que mais aparece nas nossas praias.
O que acontece com a utilização dos cotonetes de plástico convencionais, é o facto de muitos, depois de os usarem, os deitarem na sanita. Quando aí colocados e no caso de não ficarem presos nos canos e poderem provocarem inundações, quase sempre acabam nos nossos oceanos, já que os sistemas de filtração das estações de tratamento de águas residuais (ETAR's) não têm capacidade para reter este tipo de resíduo de pequena dimensão. 
Muitos dos cotonetes que vão até ao mar, acabam por aparecer na costa, sendo por isso muito comum, quando passeamos pela praia encontrar vários exemplares. 
Segundo a Sociedade para a Conservação Marinha do Reino Unido, os cotonetes constituem 60% do lixo proveniente das águas residuais encontradas nas praias.
Outros artigos frequentemente depositados também nas sanitas e que frequentemente acabam no mar são as toalhitas, beatas de cigarro, tampões, medicamentos e até fraldas.

As consequências para a saúde 

Já não é novidade para ninguém que a quantidade de plástico que acaba no mar tem consequências na nossa saúde, seja pelo facto de os animais marinhos os confundirem com alimento, seja pela sua deposição no fundo dos oceanos, que altera todo o funcionamento dos ecossistemas, degradando-o, como ainda pelo facto de o plástico ao decompor-se não desaparecer mas sim transformar-se em pequenas partículas a que frequentemente se chama microplástico. 
Estas micropartículas facilmente se misturam com o planctôn e servem de alimento aos animais marinhos, os mesmos que nós pescamos e comemos a pensar que estamos a fazer uma refeição saudável e afinal... estamos a comer plástico!

Alternativas aos cotonetes de plástico

Alternativas ao cotonetes de plástico 

Depois de ter visto a fotografia, que correu o mundo, do cavalo marinho a segurar um cotonete, percebi a urgência que é alterar alguns hábitos que tinha. 
Uma alternativa aos cotonetes de plástico pareceu-me urgente.
Alguns países, como a Escócia, já baniu a comercialização de cotonetes plásticos para evitar este enorme foco de poluição. 
Por cá, há cada vez mais alternativas aos tão úteis cotonetes. 
Facilmente já encontramos à venda alternativas, com o tubo em bambu e também em cartão. Funcionam exactamente da mesma forma e têm a enorme vantagem de serem degradáveis ou recicláveis.
Nós, embora não tivéssemos o (mau) hábito de deitar os cotonetes na sanita, estamos a usar os de bambu e garanto-vos que funcionam muito bem!

E por aí? Ainda usam os convencionais de plástico? E onde os deitam?


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