In Lifestyle

Plastic Free July - Aceitas o desafio?

Plastic Free July
O mês de Julho está mesmo a começar e entre tantos outros desafios que tenho em mãos, decidi aceitar mais este, o Plastic Free July.
Julgo que não vá ser muito complicado para mim, já que no meu dia a dia, desde há bastante tempo, a quantidade de plástico que utilizo é mínima.
Ainda assim achei importante aceitar o desafio para efectivamente verificar e quantificar o plástico que ainda entra na minha casa e desta forma poder melhorar mas também para dar a conhecer este projecto a quem ainda não o conhece e quer, de alguma forma, juntar-se a tantos outros neste mês de reflexão e de aquisição de bons hábitos ambientais e ajudar o Planeta!

O Plastic Free July

O Plastic Free July começou como um pequeno movimento na Austrália, em 2011 e desde aí espalhou-se para mais de 150 cidades e tem milhões de participantes por todo o mundo.
O Objectivo do Plastic Free July é o de desafiar as pessoas a não usarem plásticos, principalmente os descartáveis durante 1 mês e tentar que essa prática de torne uma rotina nos restantes meses do ano, ajudando a criar hábitos mais sustentáveis nos aderentes.
O movimento pretende sensibilizar as pessoas para o problema da poluição dos oceanos, que é nos dias que correm um problema grave.

Segundo a União Internacional de Conservação da Natureza (UICN), "50 a 80% do lixo nas zonas costeiras do Planeta é plástico". E não é só nas zonas costeiras, há plástico em todo o lado, desde as nossas florestas, rios, jardins e ruas. Isso faz com que este já tenha entrado, há muito, na nossa cadeia alimentar, o que é muito grave e deveras assustador.
Há estudos que indicam só na primeira década do séc. XXI foi produzido mais plástico do que nos últimos 100 anos e prevê-se que até 2050 haja mais plástico no mar do que peixes.



Aceitas o desafio?

Há muitas coisas a fazer para que o plástico descartável deixe de fazer parte do nosso dia a dia e no blog podes encontrar muitas sugestões e dicas.
Pretendo, durante este mês, relembrar muitas das alternativas que usamos cá em casa e tentar outras que ainda não sejam rotina! 

Conto contigo? Aceitas o desafio?
Se o fizeres partilhas o teu sucesso com o tag @plasticfreejuly, @blogmaenatureza e @mae__natureza e usa a hashtag #plasticfreejuly

Até breve!

Ler Mais

Share

2 Comentários

In Lifestyle

Cápsulas de café - Mais um foco de poluição

Cápsulas de café biodegradáveis
Segundo alguns estudos, cada português consome em média 700 cafés por ano. Se forem em cápsula, são 700 cápsulas por ano, por habitante que vão parar a aterro. 

O problema do fim de vida das cápsulas de café

Segundo a legislação europeia, as cápsulas com as borras de café não são reconhecidas como embalagens e desta forma não são aceites pelos programas nacionais de recuperação de embalagens usadas. Por outro lado, quando as mesmas são usadas e vazias já podem ser reconhecidas pela referida legislação europeia.

As cápsulas têm materiais, na sua composição que podem ser aproveitados, tais como o alumínio, plástico, papel e um excelente composto orgânico que pode ser usado como fertilizante agrícola, as borras de café!

Aos poucos, e quanto a mim demasiado devagar, as marcas começam a investir em sistemas de recolha diferenciada das cápsulas usadas mas infelizmente nem sempre existem.

No meu caso, tendo em conta que tenho há muitos anos uma máquina Nespresso que nos ofereceram, inicialmente e porque não havia concorrência, comprava apenas as cápsulas originais e usava o contentor que eles tinham nas lojas para depósito das cápsulas usadas, para que fossem recicladas. 

Cápsulas compatíveis mas sem sistemas de recolha para reciclagem criados

O meu problema começou, quando houve a abertura do mercado para outras marcas produzirem cápsulas compatíveis com Nespresso e eu aderi, por serem bem mais baratas e por não ter que me deslocar às lojas Nespresso para comprar café mas fiquei sem ter local apropriado para depositar as várias cápsulas que gastava em casa.

Obviamente há soluções mais eficientes do que usar cápsulas, podemos usar uma cafeteira, ter uma máquina de manipulo ou até deixar de beber café mas eu já tinha a máquina e não a ia deitar fora, pelo que continuo a usá-la!

Procurei cápsulas reutilizáveis compatíveis mas na altura apenas encontrei umas de inox, o que à partida não seria mau, mas depois de pesquisar um pouco e ler vários reviews percebi que por serem muito duras, por vezes causavam estragos irreparáveis nas máquinas. Assim sendo não fazia sentido para mim. Queria que a minha máquina continuasse a tirar muitos e bons cafés!

A solução que encontrei - Cápsulas biodegradáveis

Na procura por alternativas encontrei umas que muito embora não sejam a solução ideal, custa-me bem menos "na alma" do que deitar as cápsulas para aterro. 
A alternativa que uso actualmente são cápsulas de bioplástico, 100% biodegradáveis. Ao fim de 4 a 6 meses as cápsulas estão completamente degradadas. Parece-me bem mais razoável do que permanecerem centenas de anos em aterro.
Estas têm ainda um vantagem muito positiva, do meu ponto e vista, que é podermos encher as cápsulas com o café que escolhemos. Desta forma, consigo beber café produzido em modo biológico, com um sabor excelente e com uma espuma super cremosa.

Estas cápsulas, da marca que encontrei, são apresentadas em 3 cores distintas, o que pode ser prático para quem usa vários tipos de café, permitindo assim diferenciá-las e agradar a todos.
No final, pode-se retirar as borras de café e colocá-las no compostor e o invólucro pode ir para o contentor indiferenciado. 

Não é a solução ideal e a mais amiga do ambiente mas é a melhor que encontrei até agora. 

Podem encontrar as cápsulas biodegradáveis na Eco Loja da Mãe Natureza - Sustentabilidade do Coração!

E por aí como fazem? Contem-me tudo!

Até breve ;)








 

Ler Mais

Share

4 Comentários

In Lifestyle

Mais uma Dica para Ajudar o Planeta - Guardanapos de Pano

Guardanapos de Pano
A dica presente neste artigo pode muito bem ser implementada em conjunto com o artigo semelhante "O Resgate do Saco para o Pão".

A tomada de consciência da problemática do "descartável"

De há uns tempos para cá atrevo-me a dizer que ser amigo do ambiente e defender o  Planeta está cada vez mais na consciência de muitos. 
Eu acho fantástico que tal esteja a acontecer pois acredito que, tal como tantas outras, esta não seja uma moda passageira.  Quem altera hábitos de décadas em prol da diminuição da pegada ecológica dificilmente volta atrás só porque deixou de ser giro fazê-lo.

Já é comum observarmos nas pessoas algum tipo de preocupação com o ambiente e cada vez mais vejo gente a aderir às alternativas sustentáveis que existem no mercado e que possibilitam minimizar o dano diário que fazemos.

O regresso dos guardanapos de pano

Lembro-me que na casa dos meus avós sempre se usaram guardanapos de pano. Cada um de nós tinha o seu guardanapo, que no final de cada refeição, quando não ia para lavar, era guardado numa bolsa, também de tecido, personalizada para cada membro da família, fosse com um monograma, um bordado ou até uma pintura.
Normalmente ficavam guardados nestas bolsas, dentro de uma gaveta, próxima das mesas de jantar.
Essa prática, na casa dos meus pais, perdeu-se mal apareceram os guardanapos de papel e ainda hoje não consegui que deixem de os usar. 

Em minha casa, uma das várias medidas de combate ao descartável foi exactamente a de substituir os guardanapos de papel por uns similares mas de tecido. Cada um de nós tem um guardanapo e uma bolsa para o guardar. 

Claro que os fui também resgatar ao baú da minha mãe, que gentilmente mos emprestou. O Manel fez questão de escolher o que mais gostava para ele e escolheu para nós também.
Ainda assim não deixei de ter os de papel na minha cozinha, porque ainda os uso, quando a minha filha está a comer fruta ou algo que manche muito a roupa. Claro que agora um pacote dura uma eternidade porque só usamos destes mesmo muito raramente.

É tudo uma questão de hábito

Engraçado que nas primeiras refeições em que usamos destes guardanapos, houve uma estranheza mas esta rapidamente de transformou num hábito e hoje em dia, estranho é, quando não há guardanapos de tecido.
O Manel adaptou-se rapidamente e tenho uma revindicação dele quando estão a lavar ou sujos e temos que utilizar os de papel.
É prático, eles normalmente são giros, e a quantidade de lixo que evitamos fazer é significativa, principalmente num tipo de resíduo que não é reciclável!

E por aí? Também usam guardanapos de pano? E onde os arranjaram? 
Contem-me tudo escrevendo nos comentários!

Até breve... cheia de novidades!!!




Ler Mais

Share

10 Comentários

In Receitas

Pudim de Chia - A sobremesa que todos adoram

Tal como tinha prometido o artigo de hoje é uma receita. 
Desta vez deixo-vos uma sobremesa que todos gostamos muito cá em casa e que não é mais do que um pudim de chia, super fácil de fazer e cheio de benefícios para a saúde.
Todos gostamos. Até mesmo a Mafalda, que nos a viu a comer e também quis, devorou todas a colheres que lhe dei e chorou quando terminou.

Foi com esta receita que há muitos anos experimentei pela primeira vez as bebidas vegetais (já escrevi sobre estas bebidas aqui). 
Lembro-me de ver uma receita no blog Os dias da Mafalda e ficar com vontade de experimentar. Na altura ainda pouco se falava das sementes de chia e dos seus benefícios mas lembro-me de experimentar a receita e de eu o Pai Natureza estarmos sempre a abrir o frigorífico para ir comer mais um pouco deste pudim delicioso e viciante.

Lembro-me também de uma altura termos tido a visita de uns amigos em nossa casa e de termos um oferecido um pudim de chia que estava no frigorífico. Fez um enorme sucesso, por isso não éramos só nos os que gostávamos!

Os benefícios das sementes de chia

Cada vez há mais estudos publicados sobre os benefícios das sementes de chia. Nos últimos anos estas ganharam imensa popularidade entre quem as consome e os profissionais de saúde e aparecem muitas vezes designadas como um superalimento!

As sementes de chia são provenientes de uma planta nativa dos Maias e eram usadas como fonte de energia.
Estas sementes são muito ricas em vitaminas, minerais, antioxidantes, fibra, cálcio e ómega 3 e 6 e por isso apresentam inúmeros benefícios para a saúde, tais como:

- Controlo do apetite 
Têm uma grande quantidade de fibra solúvel que ajuda a desacelerar o processo digestivo e um aminoácido que também ajuda a regular o apetite.

Óptima fonte de proteína
São muito usadas por desportistas que procuram resistência.

- Ajuda na saúde dos dentes e ossos
São uma rica fonte de cálcio e boro.

- Melhora muito os problemas de prisão de ventre
Porque contém uma elevada quantidade de fibra solúvel e insolúvel. 

- Excelente fonte de ómega 3 e 6
Os ácidos gordos essenciais são fundamentais para as células do cérebro, para a redução da inflamação no organismo, para a saúde do coração e para regular os níveis de colesterol e triglicerídeos.


As sementes têm uma capacidade enorme de absorver água e por isso são excelentes para engrossar pudins e molhos. Também podem ser adicionadas a batidos, papas de cereais, sobremesas, saladas, entre outros.


Receita
Ingredientes:
  • 1/2 chávena de Sementes de chia
  • 1 chávena de Leite de coco. Pode usar um comprado ou fazer em casa (em breve partilho uma receita)
  • 3 chávenas de Leite de amêndoa. Pode usar um comprado ou ver a receita aqui.
  • Fruta e sementes de cânhamo para decorar
  • 1 colher sobremesa de Geleia de arroz (opcional)

Preparação:
- Comece por colocar numa taça de vidro as bebidas vegetais e a geleia de arroz e misture bem. 
- Adicione as sementes de chia e misture.
- Coloque a taça no frigorífico pelo menos 2 horas mas o ideal é de um dia para o outro. Vá mexendo para as sementes não ficarem coladas umas às outras.
- Para servir, transfira a quantidade desejada para uma taça mais pequena e decore com fruta fresca e com sementes a gosto. Nós usamos os morangos e as sementes de cânhamo (tudo bio, claro!)

Já está! Também gostam tanto quanto nós?


Ler Mais

Share

0 Comentários

In Lifestyle

Sensibilização Ambiental nas Escolas - Parte II - Um caso de sucesso numa Creche

Sensibilização Ambiental II - Creche
Dando continuidade ao artigo da semana passada (pode ser lido aqui), que deu início a esta série sobre a sensibilização ambiental nas escolas, hoje apresento-vos outro caso de sucesso, desta vez numa creche em Lisboa.

Alimentação mais consciente e saudável

Pessoalmente preocupo-me bastante com a alimentação, principalmente quando há crianças. Desde que fui mãe que a minha consciência alimentar tem vindo a crescer.
Quem segue o blog sabe que tive um enorme susto com o Manel, quando aos 6 meses experimentou uma papa de pacote e passados 20 minutos estávamos dentro numa ambulância a caminho do hospital, com ele todo inchado e vermelho, por conta de uma intolerância à proteína do leite de vaca, presente na papa.

Desde esse dia tive que ficar super alerta com tudo o que ele comia. Comecei a ler os rótulos dos alimentos e percebi o quão difícil era encontrar alimentos processados que não tivessem vestígios de leite.
Pesquisei muito, li e experimentei imensas receitas, frequentei workshops, desenvolvi os meus conhecimentos de macrobiótica a arranjei soluções deliciosas e muito mais saudáveis para ele (e para nós).
Hoje em dia, já sem qualquer tipo de intolerância ou alergia e evitando ter restrições ou proibições rígidas, tento que cá em casa se coma de forma bem saudável.  

Há pequenas coisas que podemos alterar na organização e rotina do dia a dia e que fazem toda a diferença na qualidade do que ingerimos. 
Podemos (e não custa assim tanto) fazer em casa, bolachas, iogurtes, pão, papas de cereais, entre tantas outras coisas. São muitíssimo mais saudáveis e excelentes para a nossa saúde e bem estar, já para não falar que diminuímos drasticamente os resíduos que produzimos pois nada vem embalado!

Um caso de sucesso numa creche

Após alguma pesquisa, com o objectivo de encontrar alguma instituição de ensino que fizesse os seu próprios iogurtes e desta forma reduzisse a quantidade de embalagens de plástico descartáveis que colocavam no lixo bem como proporcionasse às crianças uma alimentação mais natural e isenta de açúcares, espessantes, aromas artificiais e afins, entrei em contacto com a Ana Jervis, que a par com o Miguel Leal, são as pessoas que estão por trás da fantástica iogurteira natural, a YogurtNest, que eu tanto uso e adoro (podem ler o artigo que escrevi sobre esta iogurteira aqui) e questionei se tinha conhecimento de alguma instituição que o fizesse.

Prontamente e com a amabilidade que a caracteriza, apresentou-me à Inês Cancela, que foi a pioneira na introdução da YogurtNest numa escola, neste caso na Creche Paço de S. Francisco, em Lisboa.
A Inês, com imenso carinho e amor partilhou comigo como conseguiu fazer a alteração para os iogurtes caseiros na creche.
A sua principal motivação, para além da financeira, foi a preocupação com as crianças, reduzindo o açúcar mas proporcionando-lhes algo que não fosse um choque ao seu palato.
Conseguiu, com a maior mestria, adaptar os iogurtes às idades das crianças de uma forma muito inteligente:
  • sala de berçário - Aos bebés, quando autorizado pelos pais, dão iogurte simples só com 1 colherzinha de puré de fruta feita na escola
  • sala de 1 a 2 anos - Todas comem iogurte natural e puré de fruta feito na creche
  • sala de 2 a 3 anos -  Foi o maior desafio… pois não queriam dar com puré de fruta, pois eles iriam sentir-se iguais aos mais novos e iriam recusar, por acharem que era comida de bebé. Então adicionaram 1 fio de mel de flores comprado na Maria Granel e granola de frutos secos simples feita pela Inês

Contou-me que, como não podia deixar de acontecer, umas crianças adoram e devoram os iogurtes outras gostam menos mas que no geral todos aceitaram esta mudança muito bem. 
Tudo isso só foi possível porque tiverem o apoio dos pais que aprovaram e apreciaram a iniciativa. E o apoio incondicional da Directora Técnica, Célia Faustino que primeiro estranhou e hoje já entranhou a 200%

Com esta alteração conseguiram reduzir o desperdício alimentar, porque agora comem todo o iogurte que preparam, adaptando as quantidades a cada criança, e porque o fazem em frascos de vidro, diminuíram muito a quantidade de resíduos de plástico descartável que produziam, para além de reduzirem as idas ao supermercado evitando o gasto de gasóleo e de tempo bem como a diminuição do sentimento de culpa por estarem a dar tanto açúcar às crianças tão novas.

Adorei conhecer este projecto e a sua mentora Inês Cancela que foi super prestável, simpática, e sempre disponível para me ajudar. 
Um bem haja a pessoas como a Inês, a Ana e o Miguel, que são pessoas lindas, positivas e que querem ajudar o nosso Planeta!
Se quiserem conhecer um pouco mais a Inês, visitem as páginas de Facebook e Instagram dela, aqui e aqui

Fico na esperança que alguns de vocês tentem pôr em prática estas ideias nas escolas dos vossos filhos. A Mãe Natureza agradece ;)

Até breve!



Ler Mais

Share

4 Comentários

In Lifestyle

Sensibilização Ambiental nas Escolas - Parte I - Um caso de sucesso no pré-escolar

Sensibilização Ambiental nas Escolas
Desde que me lembro de ser gente, que adoro estar ao ar livre, seja num campo com flores, numa floresta cheia de árvores, numa quinta com animais, na praia, no rio e na falta de melhor, num parque verde de uma qualquer cidade!

A Sensibilização Ambiental

Quero acreditar que este meu gosto pela Natureza, no seu estado mais belo é, em certo ponto, uma herança genética, mas sinceramente acredito que isso se desenvolveu muito graças à educação que tive. 
Desde muito nova que era comum ir passear com os meus pais para zonas mais calmas, fora da confusão das grandes cidades, onde as actividades ao ar livre eram sempre uma prioridade. Sempre me foi dada liberdade para experimentar e vivenciar o que me rodeava. 

Tive o privilégio de poder subir às árvores, de fugir de vacas cornudas, de escalar montes e pedras, de tomar banho nos tanques de pedra que havia nas aldeias, de dar de comer aos animais, de nadar no rio, de ver pirilampos e chuvas de estrelas, entre tantas outras coisas boas!

Os anos passaram e esse gosto não desapareceu. Continuei a concretizar a minha necessidade de estar em comunhão e em contacto com a Natureza e de tentar tratá-la bem, já que o meu desejo é que os meus filhos possam usufruiu e ser tão felizes como eu fui desta forma.

Obviamente o tempo passa, o mundo muda e hoje, mais que nunca, sinto que temos um papel super importante, enquanto pais e educadores, em mostrar aos nossos meninos o que são os verdadeiros valores de respeito pela natureza. 
Somos um exemplo para eles e muitas vezes é mais importante o que fazemos do que o que dizemos. Temos a responsabilidade de os ensinar a cuidarem do planeta, já que vivem numa época de tanto consumismo e facilitismo.

Um caso de sucesso no pré-escolar

Há uns tempos recebi um telefonema de uma amiga, para me contar a alteração que tinha acontecido na pré escola que a sua filha de 4 anos frequenta e como isso estava a ser positivo para as crianças e para a comunidade. 
Achei tão interessante a preocupação da instituição, a colaboração dos pais e a excitação das crianças que resolvi partilhar, para poder inspirar outros a fazerem o mesmo. 

Efectivamente são pequenas alterações que não custam nada e permitem diminuir muito o tamanho da pegada ambiental mas principalmente ensinar as crianças a cuidarem da sua "casa".

No Centro Escolar de Cerveira, constataram que produziam uma quantidade de resíduos exagerada, durante a hora do lanche, onde cada criança comia o que levava de casa.

No sentido de diminuir os resíduos produzidos resolveram, com a colaboração dos pais, tomar algumas medidas simples, tais como:
  • Abolir os sacos plásticos onde as crianças levavam os lanches, substituindo-os por sacos de pano.
  • Substituir os guardanapos de papel por guardanapos de tecido.
  • Utilizar apenas garrafas de água reutilizáveis.
Comparando a foto anterior com as que se seguem é notória a diferenças na quantidade de resíduos gerados, apenas naquela refeição.
Sensibilização Ambiental nas Escolas

Sensibilização Ambiental nas Escolas
Para além destas alterações na rotina diária, adoptaram também outras, nas salas, tais como a separação de resíduos, garantindo assim que os resíduos são colocados nos locais correctos. A deposição nos ecopontos passou a ser uma das responsabilidades das crianças. 
Sensibilização Ambiental nas Escolas

Sensibilização Ambiental nas Escolas
Com pequenas alterações como estas, as crianças ficaram com mais e melhor conhecimento sobre a temática dos resíduos e com certeza também irão fazê-lo em casa. 

Gostei muito desta iniciativa, pois acho que quando mais cedo os ensinarmos, melhores pessoas serão e o ambiente agradece!

Em breve partilho outros casos de sucesso de medidas de preservação do meio ambiente que fazem noutras instituições e com crianças de outras idades. 

E por aí, também há casos de sucesso? Contem-me tudo!

Até breve!

Ler Mais

Share

6 Comentários

In Receitas

Falafel para Bebés e Crianças - O grão de bico como superalimento II

Falafel-Burguer de Grão de Bico
No seguimento da deliciosa receita de Húmus de Beterraba que partilhei aqui, há algumas semanas atrás, hoje deixo-vos outra receita de grão de bico. 

Falafel no forno

Desta vez a receita é uma versão do Falafel, o prato tão famoso no Médio Oriente mas numa versão mais saudável e apta para bebés e crianças. 
A receita que vos deixo hoje, em vez de bolinhas fritas, como costuma ser, é apresentada em forma de hambúrgueres que são cozinhados no forno.
Pode ser utilizado de diversas formas. Desta vez fiz com um molho de iogurte, alho e salsa. Como acompanhamento servi bulgur e uma salada de agrião (tudo proveniente de modo de produção biológico, como sempre!) mas também poderia ter sido servido dentro de pão pita ou wraps ou até mesmo simples, para quando vamos fazer um passeio ou um piquenique.
São deliciosos e super saudáveis.

Quando toda a família partilha a mesma refeição

Cá por casa, a Mafalda já quer comer da nossa comida. Para facilitar tento fazer pratos que ela possa também comer. Obviamente tento não colocar sal nem muitos temperos!
Esta receita é óptima para todos. Do prato apresentado a Mafalda comeu o falafel e o bulgur. Nós os 3 comemos tudo o que tínhamos direito!
É super fácil e rápida de se fazer. Pode-se fazer uma quantidade maior e congelar (coisa que não consegui desta vez porque os poucos que sobraram do almoço foram devorados pelo Manel ao jantar!).

O Grão de Bico como Superalimento

No artigo anterior sobre o grão de bico, que pode ser lido aqui, já partilhei que o consumo desta leguminosa apresenta inúmeros beneficios para a nossa saúde e bem estar. 
Esta receita é óptima para as crianças comerem esta leguminosa, que muitas vezes não é muito apreciada, sem haver reclamações!


Receita
Ingredientes:
  • 250g de grão de bico cozido com uma tira de alga kombu
  • 1 cenoura
  • 1 cebola pequena
  • 1 dente de alho
  • 30ml de azeite
  • 3 colheres de sopa de gérmen de trigo ou linhaça moída
  • 1 talo de curcuma
  • Sal e pimenta a gosto
Pode adicionar salsa ou coentros. Optei por não o fazer porque já tinha salsa fresca no molho de os acompanhavam.

Preparação:
- Juntar todos os ingredientes num processador e triturar grosseiramente.
- Ligar o forno a 180ºC.
- Retirar bocados de massa e formar pequenas bolas com as mãos. Depois achatá-las para ficarem com forma de hambúrguer.
- Colocar numa grelha de ir ao forno, forrada com papel vegetal.
- Cozinhar no forno cerca de 25 minutos.

Flalafel no forno para bebés e crianças - Grão de bico superalimento

Espero que goste!
Bom apetite ;)








Ler Mais

Share

12 Comentários

Subscrições

subscrições